sexta-feira, 25 de março de 2011

Repara




Repara na gota de chuva que cai pelo mundo
Repara no que não se espera mais aconteceu
Escorre pelo seu olhar
A chuva para de falar
Repare e repare bem
Aquele som que vem do nada sacudindo tudo
Na ilusão que chega quando tudo se perdeu
Se vá ficar
Continuar ao final não pare
Repare
Quando chegar, conte
Pr'outro lugar, ande
Até se encontrar
Perto de estar à vontade cante
Cante que a vida é feita para se viver e cantar
Repare






quinta-feira, 24 de março de 2011

talvez por engano

http://letras.terra.com.br/o-teatro-magico/512102/

não.

a verdade

é que ainda dói. dói muito.

"mudo meu plano pra nao te machucar..tô aqui soprando a chama que me faz brilhar"

quarta-feira, 23 de março de 2011

ano 1: flor de inverno

"o aprendido é aquilo que fica depois que o esquecimento fez o seu trabalho" (rubem alves)


é como se diz, o tempo é um santo remédio. e bota santo nisso. posso dizer que hoje sou outra pessoa de um ano atrás. uma nova etapa de fato foi iniciada naquele 23.03.2010. agarrei com força e confiança a única opção que eu tinha: ou deixava o passado em seu lugar, ou viveria presa nele. e assim os meses iniciais se arrastaram me jogando novamente e ainda mais forte numa dor imensa e quase inacreditável. não acreditava - e às vezes ainda não acredito, é verdade, mas são segundos que se dissolvem como gota de água na frigideira quente - na separação, no fim do amor. ele, o amor, me dizia, acabou, se tranformou. e eu não via, não queria ver o que estava vendo. fechei os olhos. chorei, senti raiva, desisti de meus projetos, evitei seguir adiante. mas o tempo, o tempo me calou, acalmou meu coração, secou mais uma vez e pela última vez, as lágrimas pelo velho motivo. desacretitei. de tudo. e preparei em mim um novo começo. de mim mesma.

sem dúvida, nossa relaçao hoje não era a que eu queria, nem a que eu imaginava, mas apenas é a possível. e esse pouco pra mim é o suficiente. 

nesse ano 1 ainda preciso deixar escrito o que sinto. mas não liguei, nao mandei qq mensagem - email, carta, sinal de fumaça ou torpedo. a saudade? se existe saudade fria, é essa que sinto. como flor coberta de orvalho num dia de inverno. flor de ir embora...

"e lá vou eu..."

gleice.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ciclo

http://letras.terra.com.br/anelis-assumpcao/1455560/

Passando a vez (Anelis Assumpção)


Eu vou meter um salto alto
Desfilar na avenida
Pagando de princesa
Eu to passando a vez, eu to passando a vez, eu to passando a vez, é eu to passando a vez.


Eu to passando a vez, eu to passando a vez, é eu to passando a vez, eu to passando a vez..
Eu to passando, Eu to passando (muitas vezes)


"mas tudo bem, bicho, passou..." hahahahahaha

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

achados e perdidos

coisa mais filosófica é uma caixinha de achados e perdidos. volta e meia vasculhamos, como a  nós mesmos, para ver se encontramos alguma coisa. às vezes sabemos o que buscamos, às vezes não, mexemos e remexemos só pra ver se achamos algo nosso. uma vez ou outra, com tímida esperança de encontrarmos não sabemos o quê, olhamos pra dentro. quase sempre saímos de mãos vazias, e com um vazio maior ainda, mesmo quando não estamos procurando nada em especial. só estamos a procurar.

a caixa de achados e perdidos foi feita pra isso, para a procura. por isso deve ser vista, mexida, vasculhada.  só que na maioria das vezes a revista é displicente. ainda sim, há momentos em que sua simples existência é motivo de alívio, pois tudo o que mais queremos é que exista ainda um lugar onde ao menos possamos procurar. onde mexer com ou sem cuidado. ela nos dá esperança de encontrarmos o que perdemos. então a procura pode ser mais insistente e demorada, pq pode ser só uma esperancinha de nada, mas existe. se achamos, é como tirar na loteria, pura sorte. mas se os segundos passam e nada aparece, daí olhamos pros achados e perdidos dos outros meio desanimados, tantos objetos estranhos a nós e nada de nosso ...e desistimos tristes, deixando aos outros que venham buscar seu esquecimento.

nos achados e perdidos encontramos memórias, pertences estranhos. e se por sorte nos achamos perdidos, nos perdemos nos achando. feita para ser procurada. feita para ser achada. feita para os perdidos de si meso. pedaços de nós andam em caixinhas por aí, a nossa espera, certamente.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Show me

Maybe we'll talk
Some other night
Right now I'll take it easy
Won't spent my time
Waiting to die
Enjoy the life I'm living

Show me that you love me
Show me that you walk with me
Hopefully, just above me
Heaven's watching over me

domingo, 20 de fevereiro de 2011

porém, a força do passado

Amor de Longo Alcance, Marina Colasanti

Durante sete anos , separados pelo destino, amaram-se a distância. Sem que um soubesse o paradeiro do outro, procuravam-se através dos continentes, cruzavam pontes e oceanos, vasculhavam vielas, indagavam. Bússola de
longa busca, levavam a lembrança de um rosto sempre mutante, em que o desejo, incessantemente, redesenhava os traços apagados pelo tempo.

Já quase nada havia em comum entre aqueles rostos e a realidade, quando enfim, num praça se encontraram. Juntos, podiam agora viver a vida com que sempre haviam sonhado.
Porém cedo descobriram que a força do seu passado amor era
insuperável.

Depois de tantos anos de afastamento, não podiam viver senão separados, apaixonadamente desejando-se. E, entre risos e lágrimas, despediram-se, indo morar em cidades distantes.